AGRICULTURA E ESPIRITUALIDADE

Para uma conversa com Alfredo Sendim, no final da conferência « Agricultura com Futuro, Hoje! » (Idanha-a-Nova 22.10.2016) Ana Luísa Janeira preparou estes tópicos:

Espiritualidade

ser humano

visão dualista

corpo + alma – soma, sema

visão tripartida

corpo + alma + espírito – soma, psique, pneuma

Esta tradição platónica e neoplatónica foi retomada por:

– São Paulo

1 Tessalonicenses 5:23

«E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”

Nós, agora, depois de acreditar no Senhor Jesus Cristo e em Sua ressurreição, e compreender o dom do espírito santo, não somos mais somente corpo e alma, mas corpo, alma e espírito

– místicos

ex: Simone Weil

«la pesanteur et la grâce» – a gravidade assumida como metaxú (intermediário) para a graça

logo

longa tradição desde os egípcios – terceiro olho

relação corpo e alma – glândula pineal

espírito = relação

eu – outro(s)

eu – mundo

reconhecimento de complexidades

no dizer de Teilhard de Chardin

lei da complexidade-consciência

no cosmos

matéria máxima – espírito mínimo

no homem, entendido como « fenómeno humano »:

matéria mínima – espírito máximo

bipedia – braços libertos + olhar para a frente viabilizam

actividade pensante

nous –» noosfera

esfera do espírito tendendo para o Ponto Ómega

Na Actualidade

a palavra espiritualidade está banalizada devido a confusões conceptuais e ruídos vários

genérica e resumidamente

o Ocidente perdeu quase totalmente o conhecimento sobre a arqueologia da sua tradição específica

o Oriente espanta e aparece como devendo merecer o monopólio, a resvalar para um monopólio consumista

Neste contexto, o sistema dominante subverte estas duas tendências

Sendo assim, onde encontrar a configuração performativa que ajude à definição conceptual?

Em O irreparável, Agamben demonstra como “o homem é o ser que, deparando-se com as coisas e unicamente nesse deparar-se, se abre ao não-coisal. […] E inversamente: aquele que, estando aberto ao não-coisal, é, unicamente por isso, entregue irreparavelmente às coisas. Não-coisalidade (espiritualidade) significa: perder-se nas coisas, perder-se até não poder conceber senão coisas. E só então, na experiência da irremediável coisalidade do mundo, chocar-se com um limite, tocá-lo.”

Cultura e Agricultura

Ager + cultura – colo, colis, colere, colui, cultum

= reconhecer, aceitar e respeitar a terra

Diferentemente e pertencendo indiscutivelmente a outro paradigma

Agro + nomia significa etimologicamente

= legislar, regulamentar, normalizar, controlar a terra

Assim, a agricultura implica uma atitude performativa que pressupõe a terra como alteridade:

a natureza, o solo, é um outro a respeitar

logo uma relação

uma relação para ser habitada pelo homem

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