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2014 IN REVIEW

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2014 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

A San Francisco cable car holds 60 people. This blog was viewed about 1,900 times in 2014. If it were a cable car, it would take about 32 trips to carry that many people.

Click here to see the complete report.

COMO É BOM QUANDO A ESCOLA RETOMA A SUA FUNÇÃO!

Numa escola ensina-se / aprende-se. E quando ela é também escola de vida serve um conhecimento que se metamorfoseia em saber, com canais onde a experiência e o saber de experiência feito acicatam e alimentam a curiosidade.

Como previsto, na quarta feira  5 de Novembro ao meio dia, chegou à HFM um autocarro recheado de alunos e professores, vindos do Montijo. Logo se dirigiram para a Escola e aí começou a visita com uma apresentação inicial, simples e expressiva, do Eng. Alfredo Cunhal Sendim.

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Muito me agradou e penso que terá agradado à maioria, pois muito poucos indicaram falta de atenção, poder seguir um processo histórico relacionado com a agricultura que desmonta o sempre banal e erróneo: ” sempre foi assim ” ou ” tradicionalmente  ” ; o que, no caso e vistas as coisas, não tem mais do que um século. De facto, aqui o que se perde no tempo é o montado e o recente foi a campanha do trigo.

Outro aspecto que norteou a exposição e lhe deu uma densidade especial, porque se reverte da maior actualidade respeita a importância de associar o conceito de complexidade aos ecossistemas, incluindo a nossa percepção do solo: sua natureza e sua relação connosco e com o que dele esperamos.

Finalmente e seguramente é de crer que estes jovens não terão ficado indiferentes à força convicta com que foram desmantelados os alimentos processados e se chamou a atenção para a importância do ” cozinhar “.

NOVEMBRO 2014

UM PROJECTO INOVADOR E SOLIDÁRIO

Há mais de trinta anos que eu não tinha visitado o Alentejo. Este ano, a convite da minha amiga Ana Luísa Janeira fiz uma magnífica viagem a uma das regiões mais bonitas e emblemáticas de Portugal, mais precisamente à Herdade do Freixo do Meio, situada a uma dezena de quilómetros da simpática e dinâmica cidade de Montemor-o-Novo.

Após termos deixado Lisboa, chegámos ao Freixo, lugar que eu já conhecia por ter ouvido tanto falar pelas minhas duas companheiras, Ana Luísa e Estela. Mas na verdade as coisas são sempre diferentes quando são vistas com os nossos próprios olhos, e assim foi…

A Casa da Professora onde nos instalámos foi um lugar muito especial para mim sendo ali onde viveram as diferentes professoras que alfabetizaram centenas de crianças dos trabalhadores da herdade até aos fins dos anos de 90. Outra recordação da minha antiga vida como animadora de alfabetização junto de centenas de emigrantes portugueses no Canadá…

A paisagem de sobreiros, azinheiras e oliveiras é deslumbrante, e contrasta com a da minha região do Alto Milho. Aqui, os nossos olhos não esbarram com as fronteiras naturais dos montes nem dos socalcos, a sensação é ainda mais forte que estar a contemplar o mar. As sombras das árvores fazem-nos sentir que estamos em terra firme e que temos companhia….

A segunda coisa que me chamou atenção, foi o círculo de púcaros de barro que me lembrou as rodas da minha infância, onde de mãos dadas nos divertíamos e sentíamos o calor e a amizade dos amigos.

Após as malas e as compras arrumadas, desloquei-me ao edifício da antiga Escola, hoje servindo de refeitório e de lugar de encontro dos voluntários do projecto e dos trabalhadores efectivos da herdade. A minha surpresa foi total, neste sítio descobri uma mini sociedade multicultural tal como a da grande metrópole onde vivo há cerca de cinquenta anos, a cidade de Montréal. Autêntica Torre de Babel, onde as relações interculturais e intergerações se constroem constantemente e onde podemos sentir algo cada vez mais raro neste Portugal em crise, a partilha e a alegria do trabalho do campo.

No dia seguinte levantamo-nos cedo e a convite da Estela fui descobrir o resto da herdade. A poucos metros abaixo do refeitório estavam os voluntários, os trabalhadores efetivos e o chefe de orquestra do projecto, o Sr. Eng. Alfredo Cunhal Sendim. Formavam outro círculo e discutiam as tarefas do dia, outra imagem que me lembrou a minha juventude, época onde acreditávamos no poder popular.

Depois de cada pessoa se ter dirigido às suas tarefas, fomos caminhando pelo campo à descoberta das várias facetas do projecto: cultivo de legumes, criação de perus, porcos, cabras, cavalos, fabrico de pão de bolota e transformação destes produtos, tudo isto com uma perspectiva sustentável e respeitadora da mãe natureza, enfim o que chamamos agricultura orgânica ou biológica.

Como não podia deixar de ser, pus mãos à obra logo que entrei noutro edifício onde um grupo de senhoras lavavam e transformavam os legumes para no dia seguinte seguirem para a loja da herdade em Lisboa, no Mercado da Ribeira. Aí, trabalha uma jovem que vende os produtos e também faz um trabalho educativo junto dos fregueses.

Já era quase meio-dia, e estávamos com fome, fomos até ao refeitório onde nos esperava uma refeição meia vegetariana, confecionada por uma das duas cozinheiras. Foi aí que conheci de mais perto, algumas das pessoas com quem criei laços fraternos durante os oitos dias da minha passagem pelo Freixo.

Os dias seguintes foram como os anteriores, momentos de encontros singulares relativos aos projectos pessoais. Mediante um acordo e sempre na perspectiva de uma agricultura biológica e sustentável, o engenheiro Alfredo cede uma parcela de terreno para que se possam desenvolver de maneira autónoma algumas iniciativas. Dando assim, a possibilidade de criar um empreendorismo comunitário e proporcionar uma melhor qualidade de vida a gentes que acreditam que, ainda é possível viver dignamente, no país que os viu nascer sem recorrer à emigração.

As iniciativas são diversas e vão da criação de galináceos, ervas aromáticas, pomar de árvores de fruta, aulas de equitação a uma pequena empresa de carteiras e bolsas confeccionadas com algumas das matérias-primas da herdade. Elas não só estimulam a criatividade dos indivíduos, como têm uma dimensão de solidariedade social única.

Esta dimensão social de que eu falo, saltou-me ainda mais aos olhos quando no dia antes da nossa partida encontrei duas crianças de 8 anos, que após um dia bem preenchido pelas aulas brincavam no charco das rãs e assistiam às aulas de equitação. No rosto do Filipe e do Valentim li tanta felicidade e liberdade, que dinheiro nenhum compra….Talvez sejam elas, os semeadores da esperança que Portugal precisa….

Esta visita ao Freixo foi de grandes ensinamentos….Quem sabe se para o ano, eu voltarei para conhecer novos rostos e abraçar aqueles que deixei atrás.

Obrigada Eng. Alfredo por ser um agente de mudança e não ceder á tentação de uma economia neo-liberal que está a destruir Portugal

Ponte da Barca

5 de outubro de 2014

Joaquina Pires

O FUTURO PASSA POR AQUI

Há quase uma semana parti do Freixo, acompanha-me a certeza-esperança que as muitas experiências que o Alfredo dinamiza/possibilita correspondem a caminhos para uma sociedade onde mais se sintam a bem-viver, porque no mais coexistem sinais de notório mau-viver na sociedade portuguesa.

E muitos deles, no meu sentir, decorrem de uma sociedade barbaramente consumista, onde cada um e cada qual focaliza a felicidade num punhado de (TER) coisas.

FREIXO OUTONAL

Tinha saudades do ar, sempre muito especial, que se respira no Freixo. Muito bom rever pessoas nas suas diferenças e umas tantas novidades, não é verdade?

​No campo, as mudanças não ocorrem só porque as estações do ano encadeiam um sem-número de ritos próprios, acontecem igualmente porque as gentes associadas seguem ritmos diferentes conforme as cadências impostas pelo nascer e pôr do sol.

Além disso, como aqui existe um permanente vai-vem de voluntários, maior é a sensação de diferença quando espaçamos as estadas na Casa da Professora, como aconteceu de Abril à data.
Desta vez, fiz uma experiência especial:
– pouco contacto directo com as pessoas
– em contrapartida, atenção permanente ao que a Joaquina Pires, minha amiga lusoquebequense que estava aqui pela primeira vez, e a Estela Guedes, frequentadora assídua, comentavam.
Por elas percebi que neste momento a cantina (onde comiam almoço e jantar, sem a minha presença por causa da dieta) constitui uma realidade social da maior importância para a integração e convívio entre os voluntários. Como ainda com os demais trabalhadores, porquanto acrescenta ao tempo de tarefas em comum um tempo de companhia à volta da mesa das refeições, crucial para laços emotivos e afetivos.
Além disso, a sala de computadores colocada na Escola — onde ontem surpreendi uma guitarra pousada em cima de um sofá, sinal bem português de lazer juvenil — também cria condições de encontro. Tudo isto aponta para criação de um clima fundamental se se quer implementar condições reais para um espírito comunitário efectivo.
SETEMBRO 2014

SAUDADES DO FREIXO

Continuando por Espanha
acabo de receber este video​

http://www.youtube.com/watch?v=rMVWN2gsPPI&feature=youtu.be

BOM RECORDAR

Julho 2014

ALFREDO CUNHAL SENDIM NO MURAL DA LIBERDADE, SIC -12.4.2014

Primeiros insights:
NO TODO
– ACS esteve igual a si mesmo, muito natural sem ser descuidado no que dizia e com uma presença serena e segura –
NAS PARTES
– incisivo no pensamento e conciso na expressão
– com ideias claras e amadurecidas
Revelando assim uma pessoa livre e marcadamente responsável, o que serviu para desconstruir muito positivamente a imagem negativa do latifundiário.
Parabéns muitos pela forma como fugiu das armadilhas AC + BCP, com performance argumentativa.
Nota – quanto à liberdade = procura do bem e às certezas de Álvaro Cunhal falaremos depois…

ABRIL 2014


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